terça-feira, 11 de maio de 2010

Lar...


As vezes pensamos em certas coisas e acabamos sentindo falta daqueles que são ou foram importantes um dia, vemos que estamos distantes em um momento que queria que estivéssemos perto, vendo um filme, caminhando na praia, indo ao shopping ou simplesmente nos ouvindo ou outras coisas que fazem daquele momento bom, simplesmente por estar ali. Sem que fossem necessárias palavras. Aqueles que te fazem bem por estar ali e quando não estão, são as que fazem mais falta. E essas pensam em ti o tempo todo e podes ter certeza que enquanto estiver alguém lhe esperando voltar, então terás um Lar para retornar.

Ian Malcom vs ativistas. Planeta em Perigo?

Os ativistas vivem falando " Vamos salvar o Planeta, precisamos agir rápido se quisermos salvá-lo..." tudo bem que isso é uma jogada de Marketing e manipulação de massa, mas é de se admirar que até pessoas com um intelecto considerável fiquem repetindo isso como se fosse a maior verdade do mundo. A primeira coisa que deviam fazer era poupar o Planeta e os demais habitantes de ouvir tal opinião infundada, a Terra tem mais de 4,5 Bilhões de anos, o ser Humano está aqui a menos de 2 milhões de anos, não somos capazes de entender o seu ciclo e seu funcionamento por completo, nossa existência não passa de um piscar de olhos para o Planeta. queremos ter controle de uma força que não temos noção de seu tamanho, achamos que sabemos de tudo e o que não sabemos gastamos rios de dinheiro para descobrir e fazemos tudo de uma maneira tão rápida que não nos damos ao trabalho de perguntar se deveria ser feito.
A vida se originou com um pequeno ser unicelular, vindo após mais complexos, multicelulares, inclusive seres que conseguiam produzir seu próprio alimento e como resultado disso vinha o gás Oxigênio, uma substância oxidante e altamente tóxica. Sua concentração rapidamente foi crescendo e consequentemente matando os seres-vivos. Os seres resistentes ao Oxigênio conseguiram sobreviver e dominaram a Terra, prosseguiram com o processo evolutivo e hoje esse mesmo "gás venenoso" hoje é indispensável para vida na Terra. O apelo que fazem para salvar o planeta não tem fundamento, ele irá sobreviver e a vida arranjará um meio de crescer novamente. O problema, questão, enfim... Não é se podemos salvar o Planeta e sim se podemos salvar a Humanidade da extinção.

escrever = terapia ...?!


Um amigo disse que escrever poderia ser uma terapia, fiquei com isso e outros pensamentos relacionados ocupando a minha mente. Cheguei a conclusão que tem seu fundo de verdade nessa afirmação. O Homem, quer ser livre de qualquer maneira e para isso vive criando utensílios que substituem ou agilizam o trabalho humano, em busca de tempo livre pra se desvencilhar da rotina e tentar mais uma vez ser livre, porém todos esses inventos têm se mostrado inúteis, pelo menos no que se trata à esse ideal. Embora haja um invento primordial que é capaz de fazê-lo, a Escrita. Nela o autor tem liberdade, segue suas regras, de um mundo só seu. Alguns autores chegam a transgredir os conceitos previstos na Gramática, gerando critica à seus trabalhos como "depreciação da língua", embora quando se tem algo para se basear, o texto ganhe vida e poderá ser bem mais trabalhado do que um que não o tem. A partir do momento que o Autor consegue criar em um mundo que é somente dele, sua liberdade é incondicional, independentemente de sua forma de escrita. Com o seu trabalho não importa se quem leu gostou, pois muitas vezes ele escreve para si, mas ainda sim pessoas que têm o mesmo padrão de pensamento do autor vão entendê-lo e lerão seus lançamentos futuros. Muitos autores são chamados de Excêntricos, Malucos, Loucos, entre outros tantos insultos infrutíferos para um autor. Despeço-me citando a "Balada do Louco" da Rita Lee:
"Mas louco é quem me diz
Que não é feliz
Eu sou feliz"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"vozes veladas, veludosas vozes volúpias dos violões, vozes veladas...."


Lembro-me ainda de um tempo não muito distante e que agora parece já ter passado há uma eternidade. Um tempo que uma simpática senhora dizia com toda alegria do mundo e sua empolgação um trecho do Poema "Violões que choram..." ( do Original: Les Sanglots dos Violons)
"Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
E tudo que essa senhora gostaria, era passar alguma parte de seu conhecimento, mostrar aos seus pupilos que a arte de escrever poderia ser útil e prazerosa se todos tivéssemos uma boa vontade e soubéssemos ler o que o autor gostaria de nos dizer. Mas nossas mentes já tão fragilizadas, encarceradas em uma rotina quase que cruel, devido ao tão temido e odiado vestibular, já não eram capazes de entender tais sutilezas. Mas mesmo assim aquela simpática senhora continuava a dar a sua aula, todos os dias, com o mesmo sorriso no rosto, embora muitas vezes alguns certos elementos em aula não fossem como o planejado para o seu dia, porém necessários em uma sala de aula para torná-la comum, e sua fisionomia chegue ao fim do dia com um leve tom de cansaço, leve tom, perceptível apenas com um olhar crítico e ligeiro, pois quando percebia concentrava-se em manter seu rosto com um amável sorriso se preparando para mais um dia de trabalho. Pessoas assim como essa senhora são difíceis de se encontrar, pessoas que amam o que fazem e tem prazer em passar adiante, pessoas que passam por nós e somente quando saem de nosso convívio é que notamos que fazem falta e o quão importantes elas nos foram.

Últimas palavras destinadas à "alguém"...

Sempre ouvi que nada poderia fazer, nada seria o bastante para que eu conseguisse algo. Sempre ouvi que por mais que tentasse nunca conseguiria pois estava fadado ao erro... Recentemente suas palavras tão ásperas e rudes, se tornaram em um leve e fingido tom de preocupação e ternura. Sempre achando que poderia ainda encontrar aquela criança que um dia jogara no chão como tantos fazem com o lixo que carrega pelas ruas. Agora verás que aquele que um dia condenastes à uma vida de fracasso está se tornando algo que jamais poderia ter imaginado em ser, algo que tentastes impedir com todas as suas forças, e sinto muito em lhe dizer que seus esforços foram em vão, que por mais que tenhas dito que nada adiantaria, aconteceu. O que condenastes no fim não fora a criança e sim a si próprio, que cairá devido à sua falta de visão e subjugação de um pressuposto ser inferior. Servirás de exemplo para que as pessoas não cheguem à cometer tal leviano erro novamente. Nunca trate uma criança como ser inferior, pois ela poderá se tornar melhor que você em qualquer sentido e a probabilidade disso acontecer é bastante grande. Espero que este pequeno texto sirva para o senhor, pois será a última coisa que terás de mim.
Atenciosamente,
Um Autor Descontente.