terça-feira, 24 de maio de 2011

Escritor

Um olhar pela janela, um breve aceno e um sorriso caloroso. Peguei meu agasalho, deixei a cafeteria e o ar gélido da manha tocou o meu rosto. Mais um dia começara e mais um destino incerto me aguardava. Procuro meu relógio e vejo que havia o esquecido no hotel. Continuo a andar e a observar, uma senhora atravessando a rua movimentada com carros e seus motoristas afobados e aflitos, crianças brincando no parque à frente, pessoas saltando e entrando nos ônibus... Para todo lugar que olho vejo o meu trabalho, vejo o que tenho que fazer. Vejo vários contos a serem escritos. Cada dia, cada momento, são incertos, apenas minhas palavras que não o são. A cada dia posso ser uma pessoa diferente, de um conto diferente.

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