Um olhar pela janela, um breve aceno e um sorriso caloroso. Peguei meu agasalho, deixei a cafeteria e o ar gélido da manha tocou o meu rosto. Mais um dia começara e mais um destino incerto me aguardava. Procuro meu relógio e vejo que havia o esquecido no hotel. Continuo a andar e a observar, uma senhora atravessando a rua movimentada com carros e seus motoristas afobados e aflitos, crianças brincando no parque à frente, pessoas saltando e entrando nos ônibus... Para todo lugar que olho vejo o meu trabalho, vejo o que tenho que fazer. Vejo vários contos a serem escritos. Cada dia, cada momento, são incertos, apenas minhas palavras que não o são. A cada dia posso ser uma pessoa diferente, de um conto diferente.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Escritor
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
00:59
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
sábado, 19 de março de 2011
Extinção.
Desde o início dos tempos modernos, nossa Ciência vem tentando adquirir conhecimento e descobrir tudo, todos os mistérios do Universo. Somos encorajados a aceitar uma visão de que a Ciência Moderna é soberana e contém a capacidade de descobrir os mistérios que estão além de sua compreensão, com isso conseguimos, de fato, grandes avanços, como os veículos mais rápidos e eficientes, melhores formas de comunicação, maneiras mais eficientes de extração e exploração da matéria-prima, armas cada vez menores e com um potencial bélico exponencialmente maior.
Ficamos fascinados com as novas aquisições da Ciência, queremos logo saber seu resultado, quais são suas implicações em seu cotidiano. Além da espera de retorno do que foi investido para que tal tecnologia fosse desenvolvida, por muitas vezes, às pressas devido ao curto prazo que seus patrocinadores dão. Com isso não há tempo para fazer questionamentos de certa relevância. Deveríamos possuir isso, precisamos, quais são suas consequências futuras? Todas essas perguntas são esquecidas e dominadas pelo sentimento de cobiça. A Ciência passou a ser "privatizada" o poder das descobertas está nas mãos daqueles que possuem dinheiro e esses querem que seja feito de certa maneira, eles tem o poder.
Com o "Príncípio da incerteza de Heisenberg" que impõem limites sobre o que poderia saber do mundo sub-atômico, o que gera uma quantidade significativa de falta de conhecimento, e o "Teorema de Gödel" que ,assim como Heisenberg, impõe limites à matemática, simplesmente a base de toda a nossa Ciência Moderna. isso gera uma quebra de paradigma que vem acontecendo desde o século XX, onde até então acreditava-se com Newton e Descartes que a "Ciência era Soberana".
Hoje nós vimos que um desastre natural como o que aconteceu à pouco no Japão desencadeou uma série de acontecimentos em cadeia. Por causa de uma busca desenfreada por novas fontes de energia e falta de estrutura para tal, estamos à beira de uma crise atômica. Agora anos após vários países terem aderido ao desenvolvimento da Energia Atômica, vem a pergunta "Devemos continuar a pesquisá-la?". Foi necessário um desastre para que notemos que são necessárias mudanças. Paradigmas não são rompidos facilmente, apenas um grande efeito pode causar uma grande consequência. E só então poderemos dizer que teremos uma nova era da Ciência.
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
05:05
5
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
quarta-feira, 16 de março de 2011
Importâncias
Por vezes achamos que algo falta em nossas vidas, que temos um buraco vazio e que não se conseguiria preenchê-lo. Por mais que tente, aquela estranha sensação permanece e não se dissipa. Até que algo acontece, uma briga, uma separação, um olhar. E então nos damos conta que não havia vazio algum e por isso não conseguíamos preenchê-lo. Mas agora uma sensação devastadora toma parte e vemos agora como aquele ser nos fazia falta, cada hora, cada minuto, cada instante se parece com uma eterna tortura. Um eterno sentimento de adeus. Ficávamos preocupados com algo que não existia e agora esse mesmo fato nos assombra a todo instante. Um ataque silencioso e furtivo. Tão eficaz quanto uma ataque friamente calculado e planejado de um Carnívoro atrás de sua presa. E tão desesperados quanto a presa, esperamos com todas as forças que logo acabe, que seja tudo rápido e em breve possamos ter de novo a falsa sensação de "vazio" em nós. Pois assim sabemos que não temos realmente nada com o que nos preocupar.
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
16:51
2
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
terça-feira, 11 de maio de 2010
Lar...

As vezes pensamos em certas coisas e acabamos sentindo falta daqueles que são ou foram importantes um dia, vemos que estamos distantes em um momento que queria que estivéssemos perto, vendo um filme, caminhando na praia, indo ao shopping ou simplesmente nos ouvindo ou outras coisas que fazem daquele momento bom, simplesmente por estar ali. Sem que fossem necessárias palavras. Aqueles que te fazem bem por estar ali e quando não estão, são as que fazem mais falta. E essas pensam em ti o tempo todo e podes ter certeza que enquanto estiver alguém lhe esperando voltar, então terás um Lar para retornar.
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
23:24
4
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Ian Malcom vs ativistas. Planeta em Perigo?
Os ativistas vivem falando " Vamos salvar o Planeta, precisamos agir rápido se quisermos salvá-lo..." tudo bem que isso é uma jogada de Marketing e manipulação de massa, mas é de se admirar que até pessoas com um intelecto considerável fiquem repetindo isso como se fosse a maior verdade do mundo. A primeira coisa que deviam fazer era poupar o Planeta e os demais habitantes de ouvir tal opinião infundada, a Terra tem mais de 4,5 Bilhões de anos, o ser Humano está aqui a menos de 2 milhões de anos, não somos capazes de entender o seu ciclo e seu funcionamento por completo, nossa existência não passa de um piscar de olhos para o Planeta. queremos ter controle de uma força que não temos noção de seu tamanho, achamos que sabemos de tudo e o que não sabemos gastamos rios de dinheiro para descobrir e fazemos tudo de uma maneira tão rápida que não nos damos ao trabalho de perguntar se deveria ser feito. A vida se originou com um pequeno ser unicelular, vindo após mais complexos, multicelulares, inclusive seres que conseguiam produzir seu próprio alimento e como resultado disso vinha o gás Oxigênio, uma substância oxidante e altamente tóxica. Sua concentração rapidamente foi crescendo e consequentemente matando os seres-vivos. Os seres resistentes ao Oxigênio conseguiram sobreviver e dominaram a Terra, prosseguiram com o processo evolutivo e hoje esse mesmo "gás venenoso" hoje é indispensável para vida na Terra. O apelo que fazem para salvar o planeta não tem fundamento, ele irá sobreviver e a vida arranjará um meio de crescer novamente. O problema, questão, enfim... Não é se podemos salvar o Planeta e sim se podemos salvar a Humanidade da extinção.
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
17:23
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
escrever = terapia ...?!

Um amigo disse que escrever poderia ser uma terapia, fiquei com isso e outros pensamentos relacionados ocupando a minha mente. Cheguei a conclusão que tem seu fundo de verdade nessa afirmação. O Homem, quer ser livre de qualquer maneira e para isso vive criando utensílios que substituem ou agilizam o trabalho humano, em busca de tempo livre pra se desvencilhar da rotina e tentar mais uma vez ser livre, porém todos esses inventos têm se mostrado inúteis, pelo menos no que se trata à esse ideal. Embora haja um invento primordial que é capaz de fazê-lo, a Escrita. Nela o autor tem liberdade, segue suas regras, de um mundo só seu. Alguns autores chegam a transgredir os conceitos previstos na Gramática, gerando critica à seus trabalhos como "depreciação da língua", embora quando se tem algo para se basear, o texto ganhe vida e poderá ser bem mais trabalhado do que um que não o tem. A partir do momento que o Autor consegue criar em um mundo que é somente dele, sua liberdade é incondicional, independentemente de sua forma de escrita. Com o seu trabalho não importa se quem leu gostou, pois muitas vezes ele escreve para si, mas ainda sim pessoas que têm o mesmo padrão de pensamento do autor vão entendê-lo e lerão seus lançamentos futuros. Muitos autores são chamados de Excêntricos, Malucos, Loucos, entre outros tantos insultos infrutíferos para um autor. Despeço-me citando a "Balada do Louco" da Rita Lee:
"Mas louco é quem me diz
Que não é feliz
Eu sou feliz"
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
00:08
2
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
segunda-feira, 10 de maio de 2010
"vozes veladas, veludosas vozes volúpias dos violões, vozes veladas...."

Lembro-me ainda de um tempo não muito distante e que agora parece já ter passado há uma eternidade. Um tempo que uma simpática senhora dizia com toda alegria do mundo e sua empolgação um trecho do Poema "Violões que choram..." ( do Original: Les Sanglots dos Violons)
"Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
E tudo que essa senhora gostaria, era passar alguma parte de seu conhecimento, mostrar aos seus pupilos que a arte de escrever poderia ser útil e prazerosa se todos tivéssemos uma boa vontade e soubéssemos ler o que o autor gostaria de nos dizer. Mas nossas mentes já tão fragilizadas, encarceradas em uma rotina quase que cruel, devido ao tão temido e odiado vestibular, já não eram capazes de entender tais sutilezas. Mas mesmo assim aquela simpática senhora continuava a dar a sua aula, todos os dias, com o mesmo sorriso no rosto, embora muitas vezes alguns certos elementos em aula não fossem como o planejado para o seu dia, porém necessários em uma sala de aula para torná-la comum, e sua fisionomia chegue ao fim do dia com um leve tom de cansaço, leve tom, perceptível apenas com um olhar crítico e ligeiro, pois quando percebia concentrava-se em manter seu rosto com um amável sorriso se preparando para mais um dia de trabalho. Pessoas assim como essa senhora são difíceis de se encontrar, pessoas que amam o que fazem e tem prazer em passar adiante, pessoas que passam por nós e somente quando saem de nosso convívio é que notamos que fazem falta e o quão importantes elas nos foram.
Postado por
Ighor de Oliveira"
às
11:29
2
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Assinar:
Postagens (Atom)


